Pastoral do Acolhimento

 

Que grupo é este?

Ele tem por serviço próprio aquilo que deve ser uma preocupação de todos os membros da paróquia. Receber bem e ser capaz de ir ao encontro das pessoas com o objetivo de as saudar, acolher e integrar na comunidade para que não se sintam estranhas mas membros da mesma assembleia. Este ministério na paróquia precisa ainda de ir mais longe. Mas para isso precisa de maior formação pois este ministério tem como função ajudar a criar a espiritualidade de comunhão se bem que isso é uma tarefa não só de um grupo específico mas de todos. Por enquanto, consiste em estar identificados à entrada da igreja, saudando as pessoas com um sorriso, dizendo-lhes «bom dia», «como foi a semana?», entregando-lhes algum folheto, tentar saber o seu nome e, se a missa já tiver começado e a igreja parecer cheia, indicar-lhes uma cadeira que, lá pelo meio, ainda possa estar vazia, ou colocar ao fundo cadeiras suplementares, convidando as pessoas a sentarem-se nelas. Mas o acolhimento pode e deve ser muito mais do que isto. Não temos tido, porém, tempo necessário para ajudar a aprofundar este ministério, para que vá mais longe.

Como sempre, é na Bíblia que encontramos a fundamentação para este acolhimento. Nós podemos ver Jesus a oferecer-se para ir a Cafarnaum a casa do centurião romano para lhe curar o filho, e este a dizer a Jesus com humildade: «Senhor, eu não sou digno de que entres na minha casa; diz uma só palavra e o meu servo será curado». O acolhimento do centurião é grande, mas Jesus, em resposta, acolhe com sensibilidade o seu pedido e cura-lhe o filho. Que reciprocidade de acolhimento cheia de beleza. Jesus é acolhido em casa de Zaqueu com alegria e isso muda à vida deste. É acolhido em casa de Lázaro e das suas irmãs Marta e Maria e esse acolhimento torna-se uma fonte de bênção para esta família. Em casa de Simão, a mulher pecadora unge os seus pés com perfume e ouve a Palavra salvadora de Jesus: «Os teus muitos pecados foram perdoados porque muito amaste.» A carta aos Hebreus lembra-nos: «Não vos esqueçais da hospitalidade pela qual alguns, sem o saber, hospedaram os anjos». E somos levados àquela narrativa onde Abraão acolhe Deus na figura daquelas três personagens misteriosas debaixo do carvalho de Mambré que lhe prometem que daí a um ano Sara, sua mulher, terá um filho. (Génesis 18) Quem acolhe com alegria e amor acaba sempre por ser abençoado. Por isso, S. Pedro recomenda, «Exercei a hospitalidade uns para com os outros sem murmuração» (1 Pedro 4,9)

Hoje vivemos num mundo que se fecha cada vez mais no individualismo e na auto-suficiência. Nós discípulos de Cristo, devemos estar ainda mais atentos à hospitalidade, ao acolhimento e, mais do que isso, a oferecer-nos para irmos visitar os irmãos em sua casa, pois Deus também nos veio visitar e fez-se homem para isso. São menos os que estão a ir, em visita, de casa em casa, para falar com as pessoas. Mas os que vão estão muito contentes com a experiência.

 

“Pastoral do Acolhimento, uma proposta para o Bem da Comunidade”

 

“Acolhei-vos uns aos outros, como Cristo nos acolheu para a glória do Pai” (Rom 15,7).