Todos ficaram cheios do Espírito Santo

Todos estávamos convocados e fomos muitos os que comparecemos na Vigília de Pentecostes, que ocorreu na nossa igreja no dia 1 de junho. Duas horas e meia não foram suficientes (ou foram suficientes, mas souberam a pouco) para louvarmos a Deus e rezarmos uns pelos outros pedindo o Dom do Espírito Santo!

Diante do Santíssimo exposto sobre o altar – afinal era 5ª feira e desde as 8 h de 4ª feira, como acontece em todas as semanas, Ele já lá estava para ser adorado no silêncio – começámos por fazer uma oração de louvor que nos ajudou a centrar n’Ele. Com cânticos alegres fomos preparando o coração para O acolher.

Seguiu-se um momento de escuta da Palavra de Deus e de pregação. Também pelas palavras pronunciadas e escutadas Ele Se foi comunicando a todos e a cada um de nós profundamente envolvidos, como se não precisássemos de pensar mas apenas de agir naturalmente.

Pedimos o Dom do Espírito Santo. Como o Pe. Jorge nos explicou a partir das Escrituras, a força da oração de uns pelos outros é mais eficaz a transmitir a Graça de Deus. Rezámos por pessoas que estavam ao nosso lado ou que nos procuravam, as quais, por sua vez, rezaram por outras, como se faz em família. Rezámos por todos os Grupos da Paróquia, pedindo para cada um deles aquilo de que mais precisa. Rezámos pelo nosso Pároco. E rezámos pelos que ali não estavam.

Era meia-noite e, se a vida não continuasse, não queríamos terminar. Houve tempo para mais um cântico, mais um agradecimento, mais uma prece. Ainda houve tempo para soltarmos o ‘canto da alma’. E, finalmente, a bênção do Santíssimo a enviar-nos em missão para ‘transformar o mundo’. Sim, por vezes não parecemos ser deste mundo, mas pertencemos ao mundo, que precisa da nossa paciência, da nossa benignidade, do nosso compromisso e do nosso amor.

Agora é tempo de irmos e darmos fruto.

Margarida Caetano

Paróquia de S. João Baptista levou a luz de Cristo para a rua

 

 

 

O Papa Francisco sublinhou bem em Fátima que “temos Mãe”. Ela congregou a comunidade de S. João Baptista, que, no dia 31 de maio, dia de Nossa Senhora do Magnificat (co-padroeira da Paróquia) e em que a Igreja festeja a Visitação de Maria a sua prima Santa Isabel, acorreu a louvá-la e a rezar o terço, em celebração amplamente participada.

A celebração terminou com a procissão de velas com o andor de Nossa Senhora, que percorreu a rua adjacente à igreja. Foi um momento muito bonito de união e oração comunitária que haveria de ser continuado no dia seguinte, com a Vigília de Pentecostes.

Madalena Sousa

Peregrinação da catequese a Fátima - Testemunho de um pai da catequese familiar

   No dia 27 de Maio de 2017 a Paróquia fez uma peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Fátima.

     Esta experiência  extremamente enriquecedora merece, desde já, o profundo agradecimento ao Sr. Padre Jorge Santos e a todas as catequistas que, com a entrega habitual, conceberam, planearam e conduziram esta peregrinação.

     Gostámos muito de visitar e de conhecer as casas dos Pastorinhos enquanto espaço de evocação histórica e emocional.

     Esta visita constituiu a antecâmara para  a Peregrinação que daria os primeiros passos na Loca do Anjo da Paz. Íamos ao encontro da mensagem anunciadora das futuras aparições da Nossa Senhora. Na altura os pastorinhos precisavam - tal como muitos de nós - de uma preparação espiritual sublimemente condensada na Oração: Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não vos amam. Estas palavras convidavam os Pastorinhos a um reforço da confiança, da entrega, da esperança e do amor em Deus. Seguíamos nós o mesmo gesto interior dos Pastorinhos e a mesma preparação para acolher nos nossos corações os desígnios de Paz revelados posteriormente por Nossa Senhora. Tal como os Pastorinhos deveríamos nós rezar pela Paz no mundo. Na época esta Oração surgia num período de necessidade premente em resultado da Primeira Guerra Mundial. Hoje este dever não é menos importante quando outro tipo de guerra, o terrorismo, faz tantos refugiados, quer os que fogem da Síria e do Iraque, quer os europeus que, pelo receio intermitente de um atentado imprevisível espacial e temporalmente, vão vendo a sua vida gradualmente mais limitada na sua liberdade.

     Seriam, justamente, refugiados os financiadores da construção do Calvário Húngaro onde decorreria a missa presidida pelo Sr. Padre Jorge Santos. Durante a Homilia, o Sr. Padre Jorge Santos, a propósito da proximidade do Pentecostes, partilhou com os paroquianos e em especial com as crianças uma definição tão simples quanto bela acerca do Espírito Santo: “O Espírito Santo é o Amor de Deus". Partilhas como esta auxiliam e engrandecem a nossa missão de formação espiritual dos nossos filhos tornando a Catequese Familiar mais consistente. Abordando a Ascensão do Senhor ficavam no mais íntimo as palavras de Jesus aos discípulos: “Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos”. Antes da Oração do Credo o Sr. Padre Jorge Santos perguntava o que significava “Creio”. Este crer, mais do que uma crença de natureza psicológica, é na sua essência o Confiar de todo o coração em Deus.

     O princípio elementar e edificador Confiar de todo o coração interceptaria com a proposta da catequista Margarida que nos convidou a realizar o Itinerário Jubilar. Na primeira etapa reencontrávamo-nos com a Oração do Credo no Pórtico do Centenário. Passávamos depois à segunda etapa na Capelinha das Aparições  e à terceira para a Oração pelo Papa junto ao Túmulo dos Pastorinhos. O Itinerário Jubilar culminava com a Oração pela Paz  na Capela do Santíssimo Sacramento. Tal como Nossa Senhora conduzira os Pastorinhos à Oração pela Paz, também nós, cem anos depois, colocávamos Deus no centro das nossas vidas e rezávamos pela Paz entre os povos e por um mundo mais fraterno. 

     No final da tarde, rezámos, juntos, o Terço e concluímos a peregrinação com um filme infantil alusivo às Aparições de Nossa Senhora do Rosário. 

     Este testemunho termina com um agradecimento renovado ao Sr. Padre Jorge Santos e às catequistas pelo empenho inesgotável e confiança que depositam em nós pais na formação cristã da nossa filha.  

Ana Luísa Viana Andrade Tomaz

Marta Soares Viana

Albano Andrade da Silva Tomaz

Paróquia de S. João Baptista discute sobre Eutanásia

No dia 18 de maio, organizado pela equipa de pastoral familiar da paróquia,  realizou-se na Igreja de São João Baptista uma conferência sobre o tema da eutanásia a cargo do Professor Henrique Vilaça Ramos. Como se pretendia, a sessão motivou o debate, após uma excelente conferência. São de destacar quatro pontos: em primeiro lugar, que se trata de um tema difícil. Fazendo parte do grupo das chamadas causas fraturantes, a eutanásia é dos temas que mais impressionam a sensibilidade das pessoas, porque normalmente pedem a eutanásia pessoas que sofrem. Em segundo lugar, há a destacar o profundo desconhecimento do que está em causa nas propostas de legalização da eutanásia já conhecidas. Em terceiro lugar, há a referir o facto de o espaço mediático estar dominado pelas posições de quem defende a legalização da eutanásia. Em quarto lugar, há a referir a necessidade de os católicos procurarem ter uma posição discernida sobre a matéria.

Começou o Professor Vilaça Ramos por referir a sua posição contrária à eutanásia, mas num contexto de profundo respeito por quem tem posições contrárias à sua. Sendo um dever moral de todos responder às necessidades das pessoas em sofrimento, que significa a eutanásia e que alternativas existem à eutanásia?

Assistimos a uma palestra muito informativa, serena e lúcida. É próprio de uma democracia que haja debates sérios sobre todas as questões. Independentemente do que venha a acontecer nesta matéria, é dever da sociedade portuguesa, e dos católicos em particular, participar neste debate com bons argumentos que possam ser compreendidos por todas as pessoas honestas e de boa vontade.

É de registar que a sessão foi muito concorrida e participada (mais de 100 pessoas, de várias paróquias!). De notar ainda, pelas intervenções do público, que quem está aberto à procura do bem do seu semelhante, é exigente na procura da verdade. A verdadeira compaixão é exigente, determinada pelo bem do irmão. Não há dúvidas de que a eutanásia encerra muitos perigos e, paradoxalmente, possibilidades de negócio imorais. É aceitável que as companhias de seguros excluam dos seguros de saúde a cobertura de gastos (por serem elevados) com doenças incuráveis e cubram as despesas com a morte por eutanásia? É aceitável a presunção de que as pessoas com mais de 70 anos possam recorrer naturalmente à eutanásia como forma de pôr termo à vida? É aceitável que se possa colocar nas mãos de terceiros juízos sobre a admissibilidade da prática da eutanásia em relação a incapazes ou com doença mental? (São casos reais). Como explicar que a legalização da eutanásia, nos países onde ocorreu, tenha aumentado tanto o número de candidatos à eutanásia? Será aceitável que a nossa rede de cuidados paliativos continue a ser fraquíssima?

Para onde caminhamos como pessoas e sociedade?

É importante que pensemos sobre estas questões e não tenhamos medo de falar livremente. É tempo de a Igreja e cada católico, em particular, como cidadão de pleno direito, assumam esse compromisso com a sociedade democrática, porque existe sempre o risco de esta se tornar antidemocrática.

João Caetano

Testemunho da Peregrinação a Fátima a 13 de Maio

A semana passada perguntei a um sacerdote da nossa cidade, no final de uma eucaristia ferial, se nos encontrávamos em Fátima: respondeu-me que não, que não se revia nos grandes ajuntamentos, porque não é aí que crescemos na fé. De facto tem alguma razão: se queremos crescer e amadurecer na fé, isso faz-se na fidelidade aos sacramentos, na frequência regular de um pequeno grupo, na constância da oração em família, etc. Mas também é verdade que precisamos destes momentos para reanimar e revigorar o nosso fervor na fé e na Igreja: nós somos as pedras vivas do templo do Senhor e, nas palavras do nosso Santo Padre, “não queiramos ser uma esperança abortada!”.

Decidimos ir os 5 no autocarro da paróquia de S. João Baptista, pois era importante para nós, e sobretudo para os nossos filhos, explorar ao máximo a dimensão eclesial e comunitária da peregrinação. Muitos irmãos da nossa paróquia congratularam-se com a nossa presença, sobretudo com a participação dos nossos filhos. Alguns não deixaram, no entanto, de estranhar e de perguntar se não seria demasiado duro para eles, na medida em que partiríamos na 6ª feira de manhã para só regressar no sábado ao fim da tarde, sem casa para dormir ou para a higiene diária, sabendo que à chegada teríamos ainda que garantir a nossa presença em algumas celebrações e actividades da paróquia, como acontece habitualmente.

Em tom de brincadeira, ainda retorqui a alguns se já tinham reparado que os nossos filhos tinham aproximadamente a mesma idade que os pastorinhos aquando das aparições (7, 10 e 12 anos). Os mesmos pastorinhos que tiveram que enfrentar as suas famílias e vizinhos, as autoridades, muitas ameaças, algumas de morte, etc. Os mesmos pastorinhos a quem a Virgem Maria não hesitou em pedir muitos sacrifícios sempre que pudessem, que distribuíam as suas merendas pelas ovelhas e crianças pobres para poderem oferecer esse sacrifício por amor de Jesus, pela conversão os pecadores e em reparação dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria. Pois a Igreja reconheceu o percurso de vida como caminho de santidade àqueles que são os mais jovens santos não mártires. E o que nós queremos antes de mais para os nossos filhos é que também eles desejem ser santos.

Lembra-se daqueles dias festivos em que toda a família se reúne em casa da mãe, como o Natal e assim? E é tão bom! Em Fátima foi mais ou menos assim, só que melhor: encontrámos gente conhecida vinda de todas as partes do país, alguns dos quais não víamos há demasiado tempo; era a alegria pura e simples dos filhos que se sentem amados por Deus a celebrar juntos o conforto da Mãe. E como íamos postando nas redes sociais a nossa actividade, muitos que não tinham podido ir pediam-nos para não nos esquecermos deles: e nós rezámos por eles e por muitos outros que não pediram mas sabíamos precisar que intercedêssemos por eles junto da Virgem Mãe. E ainda outros que tinham decidido que não lhes era possível ir a Fátima, vendo os nossos posts e a nossa alegria contagiante, aquela que só pode vir de Deus, não se contiveram e fizeram-se ao caminho. E ainda outros irmãos que, tendo ido sozinhos, se juntaram a nós de imediato partilhando a sua alegria nas redes socias por terem encontrado família chegada.

De cada vez que recordo a frenética actividade jornalística das últimas semanas, envolvendo alguns elementos mais dissonantes da nossa Igreja, revejo-me também nestas palavras de Jesus: «Eu Te bendigo, ó Pai, por teres escondido estas coisas aos sábios e aos poderosos e as quereres ter revelado aos pequeninos.»

Família Farinha Silva